Photography
Artigos
Alguns artigos escritos por mim explicando diferentes situações e aspectos técnicos da fotografia.
Iso
30/12/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Desta vez vou falar de ISO e das maravilhas e desgostos que pode dar. Em primeiro lugar o Iso é a sensibilidade do sensor á luz, no tempo dos rolos o termo era Asa. Para este post usei duas máquinas, as duas com a mesma lente, à mesma distancia dos bonecos e efectuei 5 disparos em cada máquina no modo AV (neste modo apenas posso regular a abertura e o ISO, a velocidade do obturador a máquina é que escolhe), cada disparo num ISO diferente (100, 200, 400, 800 e 1600) e obtive estes resultados:
Canon 5D:
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Canon 350D:
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Primeira conclusão? Quanto mais alto o Iso, mais velocidade consigo ter no obturador, ou por outras palavras mais rápida é a exposição (regula o tempo que o sensor fica exposto a luz), e basicamente posso fotografar em ambientes com pouca luz a velocidades praticáveis, por exemplo fotografar um concerto que geralmente é um pesadelo fotográfico pela luz muito reduzida, se fotografássemos a Iso100 teríamos que usar velocidades (ou tempo de exposição) mais de 1 segundo e isso era mau, por isso nessas condições, Iso acima dos 400 normalmente é obrigatório.
Mas como tudo na vida, não há sim, sem senão e o senão neste caso é Ruído e quanto mais alto o Iso mais ruído aparece na imagem.
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Como podem ver entre nestas duas imagens (da esquerda com a 5D, direita com a 350D), em cada imagem uma comparação entre uma foto tirada a Iso100 e a Iso1600, o nível de ruído é claramente visível especialmente no cabelo e na barba. Podem argumentar que existe software para reduzir o ruído, e sim senhor é verdade e normalmente consegue-se resultados muito bons como podem ver nos seguintes exemplos:
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Resultados muito bons, o nível de ruído foi bastante reduzido e já está muito parecido com o Iso100 de cada máquina, mas novamente não há sim, sem senão:
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E qual é o senão? Perda de qualidade/nitidez, as fotos a Iso1600 apesar de já não apresentarem tanto ruído também perderam algum detalhe, se reparem na barba da foto da direita e no cabelo da foto da esquerda vão ver que as fotos a Iso1600 perderam algum detalhe.
Até podem achar que não se perde muito, mas lembro que estas fotos foram tiradas sob condições controladas, e a tirar fotos apenas devem usar Iso mais alto quando não se tem mais hipóteses. Fotos a paisagens que normalmente não têm nada em movimento, é preferível usar um Iso baixo e uma exposição mais longa, com a ajuda de um tripé ou com a máquina apoiada em algo claro.

Também o facto de se tirar uma foto a Iso100 não implica que a foto fique isenta de ruído, especialmente sob condições de luz fraca, a foto pode ficar com algum ruído mesmo a Iso100 como mostro na foto abaixo nota-se especialmente nas zonas com sombras.
Consoante as condições de luz até se podem tirar fotos a um Iso relativamente alto e a foto não ficar com muito ruído, com o tempo vamos aprendendo a observar a luz disponível e saber até que ponto podemos ir.
Espero com esta breve explicação ter dado alguma luz, sobre o que é o Iso e quais as suas vantagens e desvantagens.
Comparação de Lentes
25/12/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Como mencionado na votação, vou mostrar algumas das diferenças e “efeitos” que se conseguem com diferentes tipos de lentes.
Vou começar por mostrar diferentes lentes, todas na abertura máxima, iso100 e à mesma distância da minha já conhecida modelo Anita xD
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Lente Canon 20-35mm f3.5-4.5.
![50mm [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/50mm-1280x768-150x150.jpg)
Lente Canon 50mm f1.8
![105mm [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/105mm-1280x768-150x150.jpg)
Lente Sigma 105mm f2.8 Macro
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Lente Sigma 70-200mm f2.8
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Lente Canon 70-300mm f4-5.6
Mostrei os diferentes Zooms que se conseguem com cada lente e também o efeito de bokeh. Agora vou falar de velocidades e de porque é que devem sempre tentar comprar lentes com aberturas maiores. Como podem de certo ver as diferenças entre a 70-200 e 70-300 são poucas, a 70-300 consegue um pouco mais zoom, portanto será esta a escolha certa? Eu apenas diria que sim só no caso de precisarem mesmo daquele alcance extra e agora perguntam-me porquê?
Em cada foto coloquei as velocidades e abertura das lentes e se repararem a 70-300 a 300mm disparou a 1/640 seg e a 70-200 disparou a 1/2000. Foi uma diferença muito grande de velocidade e podem agora dizer “e?”
Vou usar o exemplo de se estar a fotografar o rally (nos dias nublados como costuma estar cá) e vou supôr que usando a 70-200 com uma abertura f2.8 estou a tirar fotos a uma velocidade de 1/200 a iso100, eu com a lente 70-300 com a abertura a f5.6 (não vou dar um numero exacto) devo tirar fotos a uma velocidade 1/50 o que é uma velocidade muito lenta para se fotografar rally e em geral muito lenta para se fotografar seja lá o que esteja em movimento, portanto eu para compensar essa velocidade mais lenta a única hipótese que tenho é subir o ISO (talvez iso400-800) e isso vai fazer com que a foto fique com muito mais ruído do que se tivesse tirado a iso100 (se calhar alguns não vão perceber o que tem o iso, abertura e velocidade haver um com uns outros mas depois talvez explique num futuro post).
Continuando o raciocínio com a lente 70-300 f4-5.6 consigo mais zoom, mas ao custo de ser uma lente mais lenta que a 70-200 f2.8, por isso quando forem comprar uma lente pensem bem se vale a pena aquele zoom extra ou se calhar comprar uma lente com menos zoom mas mais rápida.
Portanto, quanto mais baixa a abertura da lente mais rápida é a lente e temos muita mais flexibilidade. Não pensem apenas no zoom da lente, reparem bem na abertura e na minha opinião, compensa ter menos zoom mas ter mais espaço de manobra quando se tira a foto e em geral as lentes com aberturas maiores têm melhor qualidade.
Já vos dei aqui um bocado de seca a falar de aberturas e velocidades, agora vou falar de mais um efeito que as tele-objectivas fazem e que apenas há pouco tempo é que me apercebi.
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Portanto a primeira foi tirada com a lente de 50mm, a segunda a 200mm e a terceira a 300m. Tentei ter sempre a Anita no mesmo enquadramento e qual é a grande diferença? Quanto maior a distância focal (basicamente o zoom) mesmo que o modelo/objecto estejam com o mesmo tamanho, tudo o que está no background vai ficar maior. Isto depois usando alguma imaginação deve dar para fazer algumas coisas engraçadas.
Em contra partida quanto menor a distância focal tudo o que está no background vai parecer muito mais pequeno como podem ver no seguinte exemplo tirado a 20mm:

Também com a grande angular pode-se fazer umas coisas engraçadas que é fazer alguém a parecer pequeno ou parecer gigante:
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ps: o exemplo de se ficar gigante não foi o melhor por causa do background mas penso que deu para perceber –’
Uma lente Macro também é algo flexível no sentido em que posso tirar uma foto a basicamente qualquer distância. Algo que nas outras lentes tenho sempre limites, por exemplo a 20-35mm tenho que estar a 35cm do ponto de focagem, a 50mm a 45cm, a 70-200mm a +/- 150cm. Se estiver mais perto do que essas distâncias mínimas a máquina não vai conseguir focar a imagem.
Com a lente macro posso estar a 3cm do ponto de focagem.
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Como podem ver essas três fotos foram tiradas com a mesma lente mas a diferentes distâncias da Anita. Sem uma lente macro não conseguiria focar apenas o olho como fiz aqui.
Espero não ter dado muita seca, e que não tenha dito nenhuma asneira, claro que não disse tudo o que há para se dizer sobre lentes e etc… mas penso que já ficam com uma ideia do que diferentes lentes conseguem fazer.
Raw vs Jpg (Update)
17/12/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Apesar de terem gostado da explicação anterior, não fiquei completamente satisfeito com o exemplo que usei por isso vou dar mais um exemplo que talvez fosse o que devia ter usado em primeiro lugar. Como vimos no post anterior Jpg e Raw sem edição são “iguais” portanto vou usar como exemplo esta foto:

Mal olhamos para a fotografia nota-se que o céu está “queimado” (ou sobre exposto) portanto tive que ver se conseguia recuperar o céu e dar um pouco de mais cor a foto.

Depois de um pouco a editar obtive o resultado que está acima, Jpg à esquerda e Raw à direita. Logo de partida conseguem-se ver as diferenças, o Raw tem muito mais detalhe no céu e cores muito mais vivas. O Raw ganha sem hipóteses.
Agora vou mostrar um exemplo com alguns exageros na edição, para poderem ver a quantidade de informação que um Jpg perde.

Nota-se claramente no Jpg a imensa perda de detalhes (na forma de banding) e artefactos especialmente no céu e onde a pedra encontra o céu, atenção que se repararem bem o Raw também apresenta alguns defeitos onde a pedra se encontra com o céu mas é tão pouco que mal se nota e comparativamente ao Jpg torna-se insignificante. Penso que neste exemplo consegui exemplificar melhor algumas das diferenças do Jpg para o Raw.
Raw vs Jpg
16/12/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Normalmente olhamos para os settings da máquina e vemos lá Raw onde se escolhe a qualidade das fotografias;
Muitas vezes, e só por curiosidade até tiramos umas fotos em Raw mas depois quando as vamos abrir vemos a mesma qualidade como se se tratasse de um ficheiro Jpg, só que com o pormenor do tamanho ser consideravelmente maior (na minha maquina um RAW ronda os 11 megas, um Jpg uns 4 megas). Portanto ficamos a pensar, antes tirar em Jpg, consigo assim tirar mais fotos e tenho a mesma qualidade?!
Aparentemente têm razão, como podem ver na foto abaixo, uma é Jpg outra é Raw.

São iguais, não se consegue distinguir uma da outra, a da esquerda é Raw e a da direita Jpg, mas se existem diferenças pelo menos a olho nu não se nota.
Mas então afinal porquê fotografar em Raw e ter menos fotos por cada cartão de memória se os resultados são (aparentemente) iguais?
Vou tentar explicar, quando a máquina tira a foto, a luz é capturada pelo sensor e depois é processada e guardada no cartão de memória, quando optamos pelo Jpg, a máquina comprime a imagem e como o formato Jpg é um formato que (pelas minhas palavras), analisa a foto e as informações que não são necessárias são retiradas e a imagem é comprimida para ocupar menos espaço. Em contrapartida o formato Raw guarda toda a informação que o sensor “vê”, apesar de à primeira vista não ter mais informação que um Jpg, essa informação está lá e temos sempre muita mais flexibilidade, podemos sempre ir buscar mais detalhes que a um Jpg (que já perdeu muita informação durante o processamento). Abaixo mostro as diferenças entre um Jpg e um Raw, os dois com exactamente a mesma edição.

As diferenças são abismais como podem constatar, mas até podem argumentar que usando outros settings para a edição ia conseguir uns resultados melhores para o Jpg e é verdade, podia conseguir um pouco melhor, mas já existe muita informação perdida no Jpg, as cores, contrastes, detalhes nos highlights e nas sombras, etc… por mais que eu tentasse não ia conseguir o mesmo que consegui com uma foto em Raw.
Espero ter conseguido explicar o que talvez muitos não sabem, afinal de contas para que serve o formato Raw. Tirem mais fotos em Raw e estou certo que não se vão arrepender
Fotografia com Flash
30/11/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Depois do João Pedro ter feito uma pergunta no post que fiz do Tiago Dias, decidi tentar explicar/mostrar porque o flash da câmara simplesmente não é prático para retratos.
Antes de mais, apresento a minha modelo, a “Anita” xD já uma quarentona eheheeheh
ps: todas estas fotos foram tiradas com uma Canon 350D (8megapixeis)
Esta fotografia foi tirada com uma tele-objectiva (a 150mm) eu estava a uns 3-4 metros da modelo, uma foto sem piada, pouco iluminada devido à distancia que estava, o flash da câmara tem os seus limites.

Troquei de lente, desta vez para uma 50mm para poder estar mais perto do modelo (+/- 1 metro) e para o flash iluminar melhor. Modelo e fundo ficaram melhor iluminados, mas a foto está sem piada e apesar de não se notar muito neste exemplo, se o modelo estivesse noutra posição que causasse sombras estas seriam muito acentuadas.

Para resolver o problema das sombras, usei um difusor no flash da câmara. A luz que incide no modelo ficou mais suave qualquer sombra que tivesse já não ia ficar tanto acentuada. Foto mesmo assim continua sem piada.

Agora deixo de usar o flash da câmara e uso um ao lado direito do modelo com um difusor. Está melhor qualquer coisa mas o fundo não tem detalhe e o lado esquerdo da modelo apresenta muitas sombras.

Como tenho mais um flash, coloquei-o no lado esquerdo do modelo para tirar as sombras. Alguma luz escapou para o fundo e como nao estava a usar um difusor no flash a luz ficou muito “bruta”.

Por fim obtei por usar o segundo flash para iluminar o fundo e usar um reflector (no ebay uns 15€) para tirar as sombras do lado esquerdo.

Apesar de o resultado final desta “experiência” não ter ficado assim tão bom, deu para exemplificar a diferença de usar o flash da câmara e usar um ou mais flashes em conjunto com difusores e reflector.

Espero ter explicado bem. Abaixo têm os links para alguns dos equipamentos que usei:
How I took it
25/11/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Descrição Técnica:
1/160 sec
f/5.6
175mm
Iso 100

Esta foi ideia toda do Tiago, ele é que colocou os flashes todos. Mas adiante, nesta cena e com a luz ambiente que já era pouca (senão me engano pelas 6 horas) podia ter-se optado por só usar o flash com guardasol á direita mas depois o resto ia ficar completamente escuro e a foto ia perder alguma piada. Por isso o uso do segundo flash a direita para iluminar o arco lá atrás.
Com este setup já se conseguia uma boa iluminação da cena em geral, mas a Barbara ia fazer sombra na parede atrás e o lado esquerdo dela ia ficar escuro e sem detalhe, havia duas maneiras de se resolver isso, usando um reflector ou então um flash, como tinha um terceiro flash, foi a opção escolhida e usando mais um guardasol para suavizar a luz e eliminando por completo qualquer sombra que pudesse aparecer. Não falo na potencia de cada flash porque não me lembro como estavam regulados.
Descrição Técnica:
1/160 sec
f/8
50mm
Iso 125

Nesta foto apenas usei um flash para contrabalançar a luz que vinha da janela, que por si servia como uma grande softbox, mas só com esta fonte de luz ia causar muitas sombras, a parede branca atrás serviu também para reflectir alguma luz para as costas (apesar de nem ser necessário e nem foi intencional). O que deu mais trabalho nesta foto foi equilibrar a luz da rua com a luz do flash.
Como com o flash não podia usar velocidade do obturador acima dos 1/200 apenas podia jogar com duas coisas, o ISO e a abertura da lente, optei por “jogar” com a abertura da lente ate ficar com uma boa exposição do céu e paisagem e depois de ver que a abertura tinha que ficar no f/8 foi só mudar a potencia do flash de modo que a luz vinda do flash fosse a adequada.
Espero não me ter esquecido de nada e ter explicado o melhor possível.
15 de Novembro de 2009
15/11/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Este fim de semana mal deu para tirar fotos, hoje fui a praia para ver se havia pessoal a fazer bodyboard, mas tava fraco de ondas, acabei por ir a casa do Bruno tirar-lhe o juízo eheehehe, vimos lá umas fotos e ele ensinou-me umas cenas que nunca tinha tentado. Quando saí de lá apanhei este melro, foi a única foto porreira que tirei –’ de resto só umas experiências…
Aqui está uma experiência usando fotos com varias exposições e layers no photoshop como o Bruno me explicou.
Primeira foto usando o método que o Bruno explicou:
Segunda usando software para fazer o mesmo mas de forma automática:
Panorâmicas
31/07/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Uma panorâmica permite ao fotógrafo captar momentos e paisagens que de outra forma seriam difíceis, a única forma que me lembro de apanhar uma paisagem completa sem fazer uma panorâmica será usando uma lente grande angular, mas isso a meu ver, não deve ser feito, porque uma panorâmica irá ter sempre muito mais detalhe e resolução porque é composta por varias fotos e não apenas por uma foto, portanto digamos que tirei uma panorâmica composta por 5 fotos, cada foto 12 megapixeis teoricamente depois de juntar todas as fotos fico com uma panorâmica com +/- 50 e tal megapixeis, tirando com uma grande angular ficaria apenas com 12 megapixeis e claro uma grande angular faz tudo parecer mais pequeno, portanto ia perder muito detalhe.
Ps: as fotos seguintes não levaram pós processamento.
Ora aqui tem uma foto tirada com uma lente grande angular lado a lado com a panorâmica:

Como se pode constar, realmente da para ver a paisagem, mas ao fazer um zoom não tem muito detalhe.

As setas indicam um lugar comum em ambas as fotos. A diferença de detalhe é evidente.
Quando se está tirando as fotos para uma panorâmica tem que se ter em atenção de captar elementos comuns de foto para foto de forma a que o software depois consiga unir as fotos todas e de forma correcta.
Acima um exemplo do que estou falando, ambas as fotos tem elementos em comum.
O software que uso é o Autopano Giga, dos que testei foi o que mais me agradou e apesar do photoshop ter a opção de fazer panorâmicas, não faz ajustes (ou pelo menos não sei como fazer) á exposição das fotografias, portanto se eu tiver uma mais clara que a outra, no photoshop vai-se dar por isso quando ele acabar de fazer a panorâmica.
Este software é super simples de usar, basta adicionar as fotos que fazem parte da panorâmica e depois o programa faz praticamente o resto.
Para esta panorâmica tirei 17 fotos, claro tiram-se aquelas que se achar melhor, até se podem fazer panorâmicas de 360º. O uso de tripé é recomendado e paciência ![]()
No pós processamento ter um bom pc ajuda, porque depois da panorâmica estar feita o ficheiro resultante costuma ser 5 ou mais vezes maior que o tamanho de uma só foto. Tenho panorâmicas que ficam em Jpg com o tamanho de 30 megas e o tamanho normal de cada foto ronda os 4-5 megas.
Podem ver mais panorâmicas que tirei em São Miguel aqui.
Lente Canon 50mm f/1.8
17/07/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Esta pequena maravilha, pode parecer uma lente “rasca” mas pelo preço (+/- 80€) é uma excelente lente, apenas perde por ter um corpo de plástico, de resto uma lente excepcional.
É compacta, portanto excelente para viagens e é uma lente muito rápida, óptima para fotografia em ambientes com pouca luz. Por ser uma lente com uma grande abertura, também é excepcional para tirar retratos a pessoas, dando um bokeh muito agradável á vista e que normalmente só é atingível com teleobjectiva. Além disso é uma lente prime por norma tem melhor qualidade que lentes zoom porque tem menos lentes internas e partes móveis. Por ser uma lente prime, não tem zoom, logo para fazer um zoom temos que usar as nossas pernas e ser um pouco mais imaginativos para conseguir as fotos pretendidas já que não temos a conveniência de estar parados e fazer zoom para o que queremos (é outra coisa que não gosto na lente, porque sou preguiçoso não gosto de andar muito xD ).
- Preço (+/- 80€);
- Qualidade;
- Lente ideal para fotografia em ambientes com pouca luz;
- Bokeh e Profundidade de campo excelentes;
- Compacta e leve;
Alguns exemplos de fotos tiradas com esta lente:

Esta segunda foto tirei para mostrar que temos a opção de tirar com o fundo desfocado ou não, mudando a abertura da lente obtemos diferentes profundidades de campo.
E no post da minha viagem a Lisboa tem la dois bons exemplos tirados no oceanário (as outras duas fotos também foram tiradas com esta lente), como toda a gente que já foi lá, sabe que tirar fotos sem o flash lá é muito complicado porque é um ambiente escuro e com esta lente, ficaram que foi um luxo
Fotografia com Flash
15/07/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Aqui tem um bom exemplo:

Ok agora ao sério ![]()
Fotografia com flash é muito importante e pode dar um aspecto completamente diferente á fotografia.
Normalmente quando usamos flash, usa-se o flash incorporado na maquina, o que normalmente produz o resultado pretendido, ou seje iluminar o sujeito, mas é uma luz muito directa e quase sempre não dá um resultado agradável ao olho.
Uma maneira de resolver isso é usando um difusor ou apontando o flash para outra superficie, que permite o flash iluminar com uma luz mais suave.
Neste seguinte exemplo temos uma foto tirada com o flash directamente apontado para o boneco, aparte de uma luz algo forte e detalhes ofuscados pela luz forte, temos também sombras muito escuras e brutas nota-se atrás do boneco e no braço, este exemplo não é o melhor mas era o que tinha.

Nesta seguinte já usei um difusor no flash, nota-se logo uma luz mais suave notam-se muitos mais detalhes no boneco, a sombra atrás já mal se nota e a sombra no braço provocada pela arma está muito mais suave, em geral uma foto muito melhor.

Existem vários tipos de difusores, de vários tamanhos e preços, para terem uma ideia do que são e preços, podem consultar esta pesquisa no ebay.
Num aparte mas enquadrado neste assunto, para quem tem um flash externo e regulável, esta seguinte foto foi conseguida apontando o flash para o tecto, usando este como difusor da luz dando uma aparência e atmosfera bastante diferente à foto.

E claro usando um ou mais flashes controlados remotamente pudemos fazer coisas fantásticas, para isso tem que se ter os flashes externos e claro um transmissor e receptores para os flashes, que vão desde preços bem acessíveis (15-30 euros) e uns que são mais caros (apartir dos 150 euros), mas com muito maior alcance e mais fiáveis (paga-se pela qualidade
).
Para além disto pode-se usar papel celofane colorido para modificar a cor da luz do flash, usando dois ou mais flashes com varias cores conseguem-se uns efeitos engraçados.
Espero ter dado uma pequena luz no que diz respeito a flashes, porque isto tem muito que se lhe diga, um bom local para obter mais informações é indo ao blog do David Hobby um dos melhores no que diz respeito a fotografia com flash e claro ao blog do Strobist Tuga
Efeito Tilt Shift
01/07/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Este efeito dá a ilusão de um determinado cenário/ambiente/local/objecto parecer uma miniatura quando na realidade não o é. Este efeito é normalmente conseguido usando lentes Tilt Shift, que sinceramente não sei bem para que servem apesar de ter lido que tiram fotos sem erros de perspectivas, e claro para tirar as fotos miniaturas “falsificadas”.
O melhor é que este efeito é facilmente conseguido por software, e dá um efeito realmente bonito e muito diferente a fotografias que que digamos, não tem muito interesse. Este efeito não é aplicavel a qualquer foto, convém ser a objectos minimanente distantes, mas é uma questão de experimentarem.
Vou dar-vos alguns exemplos deste efeito ![]()
Original:
![IMG_3924Original [1024x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/07/IMG_3924Original-1024x768-300x200.jpg)
Efeito Tilt Shift:
![IMG_3924-Edit [1024x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/07/IMG_3924-Edit-1024x768-300x200.jpg)
Original:
![IMG_3841 Original [1024x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/07/IMG_3841-Original-1024x768-300x122.jpg)
Efeito Tilt Shift:
![IMG_3841 [1024x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/07/IMG_3841-1024x768-300x122.jpg)
Original:
![editadas original [1024x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/07/editadas-original-1024x768-300x145.jpg)
Efeito Tilt Shift:
![editadas [1024x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/07/editadas-1024x768-300x145.jpg)
Umas causam mais impacto que outras, como disse, nem todas as fotos servem para a aplicação deste efeito. Para aprederem como se faz, podem googlar.
Mas prontos, até que sou simpático
, podem clicar aqui para verem um tutorial.
E aqui mais 50 excelentes exemplos.
Fotos HDR
05/05/09
Escrito por Ruben Tavares em Artigos
Tirar fotos em HDR (High Dynamic Range) é uma forma excelente que capturar paisagens que de outra forma seria difícil. As fotos em HDR são compostas normalmente por três fotos com diferentes exposições, uma foto sobre-exposta, outra sub-exposta e outra á exposição “correcta”. Depois de as juntar todas numa só imagem ficamos com uma foto HDR, mas isso por si normalmente não dá o efeito desejado, nas minhas fotos uso sempre o ToneMapping, que dá outra vida á fotografia.
Foto Sub-exposta (o céu ficou com a exposição certa mas o terreno por ser mais escuro que o céu ficou completamente sub-exposto e logo sem detalhes)
Foto Sobre-exposta (como podem ver o céu tem poucos detalhes mas o terreno já está claramente visível)

E agora a fotografia com a exposição que a maquina dava como correcta para a luz presente (o céu está bonito, mas mal se vê o terreno)

Depois de processadas as três fotos o resultado foi este:
Para ver mais fotos visite a minha galeria.
Para mais informações e tutoriais visite estas páginas:
http://www.photoshopcafe.com/tutorials/HDR_ps/hdr-ps.htm
http://www.motleypixel.com/forum/index.php/topic,71.0.html
http://www.vanilladays.com/hdr-guide/







![Recently Updated1 [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/Recently-Updated1-1280x768-300x168.jpg)
![20mm 20-35 [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/20mm-20-35-1280x768-150x150.jpg)
![35mm 20-35 [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/35mm-20-35-1280x768-150x150.jpg)
![70mm 70-200 [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/70mm-70-200-1280x768-150x150.jpg)
![200mm 70-200 [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/200mm-70-200-1280x768-150x150.jpg)
![70mm 70-300 [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/70mm-70-300-1280x768-150x150.jpg)
![300mm 70-300 [1280x768]](http://www.rubentavares.com/wp-content/uploads/2009/12/300mm-70-300-1280x768-150x150.jpg)






















